, ,

Como o novo Ministro da Fazenda afetará o seu negócio

Joaquim Levy Marketing Digital - Jeenga - blog
Essa semana Joaquim Levy, o novo ministro da Fazenda anunciou quatro novas medidas de ajuste fiscal. Entenda como isso pode afetar o seu negócio.

É… Pelo que tudo indica 2015 será um ano bem difícil. Crise no abastecimento de água, a probabilidade de racionamento de energia, inflação alta e PIB baixo são vilões reais que atormentam todos os brasileiros.

Os problemas se tornaram tão grandes que o governo se viu diante da necessidade de nomear um ministro da Fazenda muito mais ortodoxo do que gostariam. Em pouco tempo já anunciou quatro medidas com o objetivo de equilibrar as contas públicas e tornar o Brasil um lugar mais seguro para se investir.

O novo cenário pode parecer prejudicial, mas, segundo economistas, é um “mal necessário”.

O senhor Joaquim Levy agradou em sua velocidade ao decretar:

  • Aumento do PIS/COFINS e CIDE sobre os combustíveis – deve custar R$ 0,22 por litro de gasolina e R$ 0,15 por litro de diesel;
  • Aumento de 27% no PIS/COFINS sobre produtos importados – de 9,25% para 11,75%;
  • Aumento de 100% no IOF sobre operações de crédito para Pessoas Físicas – de 1,5% para 3%;
  • Equiparação do atacadista ao industrial para efeito de incidência de Imposto Sobre Produtos Industrializados (IPI) no setor de cosméticos.

Como já disse acima, o objetivo final de toda essa reforma é aumentar o valor da arrecadação da União, mas indiretamente ela afeta o seu negócio.

O primeiro item que quero discutir é a diminuição na oferta de crédito. Durante os últimos anos assistimos aumentos contínuos na concessão de créditos – um dos itens relevantes para a ascensão da “classe média” – , mas o aumento no IOF sobre operações de crédito para Pessoa Física, junto das políticas de controle da inflação vão na contramão dessa ideia. Com isso, o que se espera é a consequente diminuição no poder de compra dos consumidores.

Ninguém sabe se a alta nos custos do combustível será repassada para o consumidor final, pois isso cabe exclusivamente à Petrobras. Mesmo que seja repassado, segundo o sócio e economista-chefe da Quantias Gustav Gorski, as pessoas “não vão comprar menos combustível, mas vão gastar menos com outros produtos” e os setores de logística e transporte, consequentemente, também vão ser fortemente impactados. Tudo isso acaba afetando o mercado inteiro.

Além disso, o governo precisará entrar em reforma para reduzir os gastos e um dos primeiros movimentos contemplados é a redução na entrega de recursos para o BNDES, o que acarretará na diminuição de financiamentos às empresas.

Bom… o resumo da ópera é que 2015 será um ano de mudanças para o governo, para empresas e consumidores. Mas temos um mercado grande e forte e com um pouco de criatividade todos conseguirão se adaptar.

 O conselho para qualquer empresa é manter custos baixos e se concentrar em soluções para conquistar o cliente.

Embora a visão dos economistas não seja tão animadora, todos apostam na excelência para que consigamos juntos recolocar a economia nos trilhos.

Jeenga - Envio de mensagens personalizadas

5 respostas

Os comentários estão fechados.