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O domínio da Classe C na internet

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Vendedor que julga seus consumidores pela classe social se dá muito mal, viu? Já não é de hoje que o mercado está se moldando para que, cada vez mais, pessoas com os mais diversos poderes aquisitivos possam consumir. A circulação de capital é interessante para a economia e o dinheiro de todo mundo tem o mesmo valor aos olhos dela.

Cheques e prestações abriram as portas para que os consumidores da classe C pudessem ser os queridinhos da internet do Brasil, representando 54% dos conectados. São mais de 48 milhões de usuários, número impactante que ultrapassa populações de países. Enquanto a população brasileira cresceu 10%, a classe emergente cresceu 204%.

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Esses dados só evidenciam que não apenas a economia abriu caminhos para essa classe, mas também as marcas precisaram reavaliar suas táticas de abordagem e estratégia para atrair os olhos dessa classe tão poderosa e expressiva já que movimentam 405 BILHÕES de reais anualmente na internet.

As marcas precisam ficar ligadas nas características mais marcantes desse público. 74% deles costumam comentar e compartilhar fotos, vídeos e informações e 58% utilizam deles para trocar mensagens. 73% usam Google no mínimo uma vez por mês. 56% assistem vídeos online em canais como Youtube e 47% afirmam que essa é uma maneira de entretenimento na internet.

 

23% pesquisam preços, mas apenas 7% efetuam a compra pela internet. Por que isso acontece? Talvez pela falta de intimidade com esse recurso na internet, por não se sentirem seguros ou até mesmo por preferirem visitar lojas físicas. O fato é que as marcas precisam explorar os canais mais usados por essa classe para se divulgarem e de maneira assertiva, que cative esse público e o converta em consumidor, seja em que canal optar por efetuar a compra.

“Unclassed” é o nome dado à isonomia das classes sociais na internet, lugar que influencias se misturam, virais são facilmente criados e as pessoas, somente de clicar no botão ‘compartilhar’, dão ibope importante para as marcas. Por isso é importante saber ter esse senso do que irá impactar as grandes massas. Um exemplo de marca que utilizou da mistura unclassed foi a marca Veja, da Reckitt Benckiser, que, para comemorar seus 45 anos de marca, produziu um clipe exclusivo para o YouTube com a funkeira Valesca Popozuda. O resultado foi incrível e a música é tocada em festas e baladas em todo território nacional.

Outro recurso que as marcas podem investir para atingir, não só a classe C, mas uma grande parte da população é o uso do humor. Porta dos Fundos é um caso bem interessante que começou a fazer vídeos desse âmbito em 2012. Sem fim comercial, nenhum de seus prospectores era famoso antes da confecção desse projeto e hoje, graças a ele, todos estão expostos e são vistos sempre nas mídias mais convencionais, protagonizando novelas, quadros de televisão e propagandas. Isso porque começaram de uma maneira simples, com um humor que atingia a maior parte da população, gerando vídeos virais. As marcas passaram a procurar os atores que estão diretamente vinculados ao humor e também passaram a investir no formato usado por eles. Hoje são mais de 10 milhões de inscritos no canal do Youtube.

 

Por fim, dá para concluir que os mandantes da internet brasileira ditam regras e moda e cabe as marcas ficarem de olho nas tendências que essa classe se interessa.

 

Dados extraídos de: https://www.thinkwithgoogle.com/intl/pt-br/research-studies/novos-donos-internet-classe-c-conectados-brasil.html

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